Dores do tempo
Ainda, na mão do poeta
A pena que hora serena ou inquieta,
Faz nascer a trémula poesia
eternizando-a no tempo de sempre
Poeta livre, viaje no tempo e volte,
traga na alma o gozo partido de
um amor ingrato.
Assim como as folhas secas sopradas pelo vento,
como ao acaso, com sua pena,
Jogue em linhas todas as dores.
Quem sabe na tua mão a pena
possa corrigir a dor que trago no coração.
Anna Ribeiro
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